Brasileiros do NBB 146 x 144 Gringos do NBB. Muita dunk. Muitas mesmo. Muita ponte aérea. Muita disputa. Prorrogação. Muita brincadeira. Até demais (mascotes entrando pra jogar, repórter participando de jogadas, seis jogadores em quadra …). Mas foi legal. Alex foi o MVP. As melhores jogadas estão no vídeo aí, merece ser visto:
E a sexta-feira mais esperada do NBB foi assim: Gui Deodato de Bauru (aí em cima) é o bi-campeão das enterradas. Fernando Pena, do Pinheiros, o tri-campeão de habilidades.
E o Matheus Dalla, de Limeira, o melhor chutador de 3.
Nosso amigo Tiago Leifert fez um resumão com direito a “globolinha” (??) para o Esporte Espetacular:
A galera votou nesses feras aí em cima para serem os titulares do jogo das estrelas do NBB. No banco do time dos brasileiros ficaram Fúlvio (São José), Nezinho (Brasília), Paulinho (Pinheiros), Benite (Flamengo), Caio Torres (Flamengo), Mineiro (Pinheiros) e Gruber (Uberlândia).
Já no time dos gringos, os reservas serão Kojo (Flamengo), Borders (Minas), Simmons (Vila Velha), Joe Smith (Pinheiros), Holloway (Liga Sorocabana), Coleman (Bauru) e Araujo (Pinheiros). A pelada é nesse sábado de manhã, e sexta-feira tem desafio de habilidades, 3 pontos e o esperado campeonato de dunks.
Brasília ganhou. 82 x 70. Relativamente fácil. Marquinhos sumiu, fez 7 pontos, e o Flamengo que era o superpoderoso do NBB perdeu a segunda, mas continua líder. O jogo teve bastante porrada como de costume. Ginásio de Brasília lotadão. Como tem Flamenguista no país inteiro, os gritos das torcidas ficaram meio divididos, parecia arquibancada de futebol. Teve uns lances legais, mas o vídeo de highlights da SporTV é muito grande e muito chato, então o Mr. selecionou duas dunks (uma de cada lado) para você apreciar um pouco do showtime brasileiro. Começamos com Shilton dunkando na cabeça careca do Alex:
E depois, uma raridade, uma dunk do Giovannoni, numa assistência do Nezinho, em um momento importante do jogo:
Tem um negócio bom para vocês hoje. Brasília x Flamengo. Segundo turno do NBB. Vice-líder contra líder. Alex contra Marquinhos. Três títulos de NBB contra um título de NBB. Só esses times foram campeões do NBB. 21h, no SporTV. Você não acompanha NBB, mas gosta de basquete? Então assiste, sério, depois me conta o que achou.
Foram escolhidos os candidatos ao campeonato de dunks do fim de semana das estrelas do NBB (dias 1 e 2 de março). O atual campeão Gui Deodato, do Bauru e da foto aí em cima, está na briga. Isaac, foi escolhido como representante do time da cidade-sede, Brasília. Danilo Fuzaro, do Minas, e Jefferson Socas, do Franca, foram eleitos pelo juri da Globo, formado por José Aldo (porradeiro do UFC), Pipoka (ex-jogador, pivôzão), Alex Escobar (jornalista xingado pelo Dunga na Copa), Tiago Leifert (apresentador do The Voice Brasil) e Bruno Gagliasso (ator e pegador de mulher). Pra entender melhor o que os atletas têm a oferecer, o videozinho aí mostra umas dunks dos candidatos:
A votação popular terminou hoje e o último escolhido para disputa foi Desmond Holloway (Liga Sorocabana).
O time ganhou 20 partidas seguidas. Tava invicto na temporada do NBB. Jogava em casa. Abria 14 pontos no último quarto. Mas perdeu. Até que enfim o Flamengo perdeu uma. Contra a lógica, deu Franca.
Então você acha que no basquete do NBB não tem belas dunks? Ponte-aérea então, nem pensar? Nada disso, rapá, tem sim e das boas. O que falta é uma boa cobertura da imprensa para mostrar. Mas, aqui no Mr. quando aparece um bom vídeo a gente põe na roda:
Liga Sorocabana x São José. O time de Sorocaba perdeu em casa, mas o alley-oop foi de respeito.
A grande novidade é que o Larry virou a casaca. Jogou no time dos estrangeiros no ano passado, aí ganhou passaporte brasileiro, foi até pra Olimpíada de verde amarelo, e agora jogará no time dos brasileiros no Jogo das Estrelas. Costuma ser divertido e com bons lances o nosso All Star Weekend. Seguem os convocados:
O Flamengo ganhou mais uma. São 20 seguidas. Invicto no NBB. Ontem era o vice-campeão do ano passado, o São José, em São José. E o jogo foi bom viu! Do jeito que a gente gosta. Virada no finzinho. 84 x 82.
Deixa o Mr. aqui falar um coisa. Não é novidade que a cobertura do basquetebol na imprensa brasileira é bem pouco especializada. Mas o amigo aí da TV Vanguarda (a afiliada da Globo em São José que fez essa matéria) abusou. Estragou o final emocionante do jogo e transformou um dos melhores jogos do ano no Brasil em uma seleção de lances de pelada e um festival de clichês futebolísticos. Mas, é o que tem pra hoje.
Vocês têm visto o que o Flamengo está fazendo com o NBB nesta temporada? Vocês tem visto o que o Marquinhos tem feito no NBB pelo Flamengo? Vocês tem visto o que o NBB está fazendo com a torcida do Flamengo? São 15 jogos invictos, com Marquinhos metendo muita bola e a torcida pegando gosto pela coisa. O Paulistano foi o último a entrar para a estatística rubro-negra. Tem materinha do Globo Esporte, assiste aí:
Só não precisava comparar com o Messi. Não é para tanto.
Mais uma daqueles que só o basquete proporciona. Clássico mineiro no NBB. Minas x Uberlândia. Rivalidade. Jogo empatado. Último segundo. Bola na mão do Helinho. Pimba. Explosão da torcida. Dá uma olhada, o vídeo tá no site da NBB, aqui!
Brasília é o campeão da temporada 2011/2012 do NBB. Justo? Sim. O bicampeonato nas edições anteriores contou muito para que Brasília levasse o tri. São José começou a final nervoso. Tremendo. Enquanto os adversários, mesmo jogando contra a maioria da torcida, faziam 10 a 0, com seus rodados e multicampeões Alex, Nezinho, Arthur e Giovannoni mais calmos e conscientes em quadra.
Brasília praticamente só administrou a diferença em todo o jogo. E fica muito mais fácil administrar o jogo com Giovannoni sendo quase perfeito (26 pontos e belas jogadas). São José, time da melhor campanha na primeira fase, perdeu a final, mas deu uma aula de jogo coletivo nesta temporada. Faltou sangue frio ao time que foi empurrado por sua calorosa torcida durante todo o campeonato.
Sobre o NBB4, como um todo, foi um campeonato de bom nível. Não me venham com comparações com NBA, é sempre injusto e utópico esse tipo de análise. Uma comparação com o basquete no Brasil da década passada é mais produtiva. Evoluimos e estamos evoluindo muito:
Temporada regular disputadíssima. A única exceção foi o time de Vila Velha, que muito abaixo dos outros, praticamente só tomou pau.
Destaque para o Jogo das Estrelas, muito bem organizado fora de quadra e com um belo show dos jogadores dentro da quadra.
Os playoffs foram especiais também. As duas semi-finais decididas no quinto e último jogo (o jogo 4 de Brasília e Pinheiros com duas prorrogações foi dos mais empolgantes que vi). Tudo transmito na Sportv, que com alguns acertos e erros, tem valorizado bastante o basquete nacional.
A final com um jogo só é discutível. Foi isso que permitiu que tivesse transmissão pela Globo, mas foge um pouco da tradição dos playoffs que tem o basquete. Acho que a carga dramática de ter tudo decidido num único jogo também fez cair o nível técnico da partida. De qualquer forma, o saldo foi positivo.
Aqui uma bela seleção de imagens da final, é rapidinho, vale a pena:
Basquete já foi o segundo esporte mais popular do Brasil. Já foi, mas faz tempo que não é o segundo, e há quem diga que não é o terceiro nem o quarto mais popular. Isso dói na gente. Volei, automobilismo e luta, dizem algumas pesquisas, têm mais espaço na mídia. Além do futebol, claro. Com isso, mais investimentos, mais dinheiro, o que se reflete no nível técnico.
Mas a gente sabe que basquete é foda. Que o bball tem todos os ingredientes que o brasileiro curte: muita emoção e muita plástica, ginga, etc… E o NBB pode ser a chance de o basquete recuperar o merecido espaço na televisão. Uma reportagem da revista Época Negócios dessa semana falou desse assunto.
Falou que a intenção é ter alguns jogos transmitidos pela Globo já no ano que vem (a decisão desse ano já está garantida). Esse é o plano: “Trabalhamos o campeonato como um produto comercial e não só uma competição, porque precisamos fazer espetáculos, rejuvenescer a torcida e aumentar a receita dos clubes”, diz Sérgio Domenici, gerente-executivo da liga.
Brasília está na frente de novo e pode fechar a série semifinal contra o Pinheiros no próximo jogo, sexta-feita, em Brasília. O jogo de ontem foi bom. No pau, 76 x 74. O problema pro Pinheiros foi perder Shamell, machucado, no segundo quarto. E pior, o gringo teve uma ruptura do tendão do tornozelo e vai ficar fora das quadras por um bom tempo. Assiste aí os melhores momentos, tem bons momentos: